sábado, 22 de março de 2014

O uso do globo terrestre com alunos deficientes visuais

O uso do Globo terrestre
Paulo Sérgio Lima de Paula
Professor de geografia

A geografia é a ciência que possibilita a interação entre o cidadão e o mundo, aproveita a interdependência das nações e de seus habitantes, para criar e desenvolver as relações sociais.
Segundo os PCN’s (1997):

Adquirir conhecimentos básicos de Geografia é algo importante
para a vida em sociedade, em particular para o desempenho das funções de cidadania: cada cidadão, ao conhecer as características sociais, culturais e naturais do lugar onde vive, bem como as de outros lugares, pode comparar, explicar, compreender e espacializar as múltiplas relações que diferentes sociedades em épocas variadas estabeleceram e estabelecem com a natureza na construção de seu espaço geográfico.

            Na prática, todos os alunos apresentam um conhecimento cartográfico, aquele que se obtêm pelas mídias, mas faz parte do trabalho da geografia organizar esses conhecimentos e transformá-lo em conhecimento estruturado a partir da educação escolar.
            O conhecimento adquirido em sala de aula deve ser significativo e agradável, as brincadeiras e jogos escolares podem trabalhar toda a teoria da cartografia com uma prática divertida.

 Para Pimenta (2002, p. 92),
A atividade teórica é que possibilita de modo indissociável o conhecimento da realidade e o estabelecimento de finalidades para sua transformação. Mas para produzir tal transformação não é suficiente a atividade teórica; é preciso atuar praticamente.

            Assim, uma técnica que se destaca no ensino de Geografia é o estudo do meio. Para Pontuschka e colaboradores (1991, p. 47),

O estudo do meio pode se tornar um trabalho pedagógico coletivo e inter­disciplinar ao considerar a vivência e a compreensão de realidades específicas envolvendo diferentes áreas do conhecimento.

            A atividade desenvolvida foi realizada em um espaço aberto do Instituto de Cegos Padre Chico, onde de maneira informal, começamos falando de times de futebol internacionais, o lugar onde gostaria de passar as férias e, a partir dessa conversa, começamos a analisar em grupos o globo terrestre, quais são os continentes, onde está localizado o Brasil, a importância da linha do Equador. Alguns assuntos tiveram seu espaço garantido nesse momento, onde em uma atmosfera de cooperação, os alunos cada qual em seu grupo, compartilhavam o que sabia sobre determinado local ou país.
Com o globo terrestre em mãos, foi possível verificar a existência das linhas imaginárias do Equador, dos Trópicos de Câncer e de Capricórnio – que passa inclusive pelo estado de São Paulo – e pelos Círculos Polares Ártico e Antártico, situação essa que nos levou ao tema: zonas climáticas. Onde os locais mais próximos da linha do Equador é mais quente e a medida que vai se afastando vai ficando mais frio.
Ao incentivar a curiosidade, desperta-se a vontade de aprender, um local agradável, ajuda a criar a atmosfera necessária para conectar os alunos do 8º ano a cartografia escolar.



Paulo Sérgio Lima de Paula
Formado em Ciências Sociais pela Fundação Santo André, em Geografia pela Faculdade São Bernardo e cursando especialização em Mídias na Educação pela Universidade federal de São João Del Rei.




Referências:

- PIMENTA, Selma Garrido. O estágio na formação de professores: unidade teoria e prática? 5. ed. São Pau­lo: Cortez, 2002.

- PONTUSCHKA, Nidia Nacib et al. O “estudo do meio” como trabalho integrador das práticas de ensino. Boletim Paulista de Geografia, São Paulo, n. 70, p. 45-42, 1991.

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